segunda-feira, 3 de abril de 2017

Novos posts no minimalizo, parte 1

Estou postando constantemente no novo endereço. Para quem ainda não conhece, ou perdeu algum post, listo abaixo aqueles que publiquei em janeiro e começo de fevereiro.

Como e por que parei de fazer as unhas
13 de janeiro
Engraçado como hábito é poderoso. Eu fazia as unhas toda semana. Tinha até horário fixo na manicure. Mas a gente cria, e pode destruir os hábitos também.

A liberdade de poder sair de um emprego que não está sendo legal
19 de janeiro
Falamos muito de desapegar, simplificar... Mas não tanto sobre o lado positivo do minimalismo. E o mais importante para mim é a liberdade que ele me dá.

Metas, retrospectiva e aprendizados de 2016
26 de janeiro
Aprender é uma das coisas que eu acho mais importantes, mas é daquelas que sempre deixava para depois. Então coloquei como uma das minhas metas para 2016.
03 de fevereiro
Investimento é um assunto complexo. Eu já falei para não ouvir dicas dos outros. Como então saber as melhores opções? Estude bastante, em fontes diferentes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O minimalizo mudou!

Já tinha um tempo que eu estava incomodada com a cara do minimalizo e que pensava em fazer algo mais limpo e leve. Além disso, estou com o domínio registrado já tem uns dois anos.

Depois de muito pensar sobre o papel deste espaço na minha vida, resolvi investir nele e tentar deixá-lo do jeito que eu queria, já que escrever aqui, compartilhar e aprender com os comentários me faz tão bem.

A partir de agora, o minimalizo funciona aqui:

www.minimalizo.com.br


No post Ano novo, minimalizo novo, explico melhor meus motivos. Espero que continuem comigo por lá:)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Os hobbies e o risco de acumular objetos desnecessários

Definidos os hobbies que queremos praticar, é hora de avaliar os objetos relacionados.

Primeiro, acho importante se livrar daqueles de hobbies que não se quer manter mais. Não faz sentido ficar guardando para um possível retorno. Se você não curte agora, não vai curtir depois. Tem hobbie demais por aí para ficar praticando um só porque comprou um monte de coisa para isso. Doe, venda, troque ou dê um outro uso.

Fiz tênis durante uns anos, até machucar o punho. Depois que me recuperei, percebi que não iria mais voltar porque não cabe mais na minha rotina. Doei minhas bolinhas e a raquete. Tenho usado as roupas para correr. Por mais que eu possa voltar um dia, não faz sentido ficar anos guardando aquilo tudo. Se bobear e eu voltar mesmo, a raquete que eu tinha já vai estar ultrapassada e as roupas estariam puídas. Não faz sentido.

Em segundo lugar, é importante não cairmos na armadilha de comprar todas as tralhas relacionadas ao hobbie. Lembro de colegas do tênis que iam fantasiados de Roger Federer. Blusa, bermuda, boné, munhequeira, meia, tênis, raqueteira, garrafinha... Tudo de marca. Não preciso nem falar que isso não fazia deles melhores jogadores... 

Roger Federer e sua linha de roupas de 2013. Garanto que o motivo de ele ser foda não são as roupas. Na verdade, as roupas só existem porque ele é foda.
Claro que há ferramentas e roupas que fazem diferença no conforto e até na eficiência. Alguns produtos de baixa qualidade podem até fazer você machucar. Mas tem um tanto de coisa que é só estética. Ou só marketing. Ou nem isso.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quando vale a pena gastar tempo (ou não): hobbies

Hobbies são uma parte importante da vida. A gente se distrai, aprimora habilidades, socializa... Acho fundamental cultivarmos alguns. Mas é preciso ter cuidado para, como tudo na vida, não exagerarmos ou não escolhermos mal.

Para começar, acho importante avaliar quais são os hobbies que realmente queremos ter na nossa vida. Às vezes começamos um porque alguém que gostamos nos chama. Ou porque fazia sentido em uma determinada época. Ou porque o lugar ficava perto de casa. Ou porque era a única coisa que dava para fazer no horário livre. Ou simplesmente porque parecia algo legal de fazer. Sei lá... Mil motivos. Qualquer um tão válido quanto o outro.

Mas essas situações podem mudar. Ou então podemos perceber depois de um tempo que o benefício não está compensando. Ou o lugar onde praticamos pode fechar. Enfim... A vida muda. E tempo é o recurso que mais nos falta hoje em dia. Então, para começar, acho sempre necessário pensar se aquele hobbie é importante mesmo. Se ele merece estar entre as coisas às quais queremos dedicar parte da nossa já-tão-cheia-de-coisas vida.

Se a resposta for sim, o próximo passo é realmente inclui-lo no dia a dia. Não adianta falar que sim e praticar uma vez ou outra. Se você gosta, porque não tornar constante? Além de ter mais daquilo que se gosta na vida, ainda temos a chance de melhorar naquilo, e de aproveitar melhor seus benefícios. Que seja praticar um esporte, cozinhar, escrever, jogar, desenhar...

Eu cultivo a disciplina de estar sempre praticando meus hobbies, como a capoeira, a corrida e os jogos. É justamente para ter tempo de fazer essas coisas, que eu amo e que me fazem tão bem, que me esforço tanto para não gastá-lo com bobagens. É uma das maiores contribuições do minimalismo para a minha vida.

Capoeirando

Capoeirando de novo
Jogando 7 Wonders

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Guest post: diminuindo o guarda-roupa devagar e sempre

A Anne Elise deixou um comentário no post anterior contando como foi praticando a ideia de desapegar devagar e sempre no seu guarda-roupa. Pedi a ela para publicar como post e aqui está.

Eu nunca curti fazer compras, e nem acumular coisas em excesso, mas não tinha muita noção do conceito de minimalismo. Em 2013 comecei a ler o blog e desde então as coisas começaram a ficar bem claras pra mim. Comecei a me esforçar pra ir diminuindo cada vez mais meus pertences (por questões ambientais, por paz de espírito, e pra doar a alguém que precise e vá fazer melhor uso).

No final de 2014, após voltar de uma estadia de 6 meses no Haiti (sou militar), percebi quanta roupa eu tinha! (mesmo considerando "pouco" quando comparado a maioria das mulheres que conheço). Fiz uma limpa geral.

Como trabalho uniformizada, uso muito pouco as minhas roupas "civis". A maioria delas estava muito bem conservada, por isso eu tinha pena de doar. Pensava que poderia guardar, pra usar futuramente... Mas percebi o quanto esse pensamento não faz sentido. Por que esperar a roupa ficar velha pra doar? Quem receber, iria preferir receber uma roupa velha ou uma roupa nova? E aí vi que se formos dar algo pra alguém (presente ou doação) é bem melhor dar algo que eu gostaria de receber, do que algo em más condições, que eu não iria querer pra mim. Óbvio, né?

Pra conseguir determinar o que deveria ficar, e o que sairia, separei as roupas em algumas categorias: roupa pra festa de noite, roupas pra sair de noite (barzinho/boate), roupas pra saidinhas/festas de tarde, roupas pra usar no curso, roupas pra uso geral (ir no mercado), roupas pra ginástica/passear com cachorros, roupas pra ficar em casa etc. Depois de dividir em categorias, comecei a pensar na frequência de utilização.

Festas de tarde, por exemplo, eu havia ido em umas 3 no último ano (festas de crianças). E eu tinha 5 vestidos pra essa finalidade! Fiquei só com dois, e os outros três, embora novos e lindos, foram doados.

Roupas pra sair de noite, eu tinha várias, entre blusas (pra usar com calça jeans/social) e vestidos. Se eu sair uma vez por semana é demais, então mantive uns 5 conjuntos pra essa finalidade, e o resto foi doado. E assim por diante.

No fim, acho que reduzi minhas roupas quase pela metade (doei quase 100 peças).

Doei tudo em um centro espírita que faz um bazar, e vende bem baratinho: assim quem comprar - normalmente pessoas de baixa renda - vai poder comprar bem baratinho, e vai fazer bom uso (prefiro sempre vender bem barato a doar. Acho que quem paga pela coisa, por mais barato que seja, costuma cuidar melhor), e o Centro ainda ganha um dinheirinho pra ajudar na manutenção interna. E eu me livro daqueles montes de roupas guardadas.

Agora, quase 2 anos depois, tenho visto como já acumulei de novo. Não comprei nenhuma roupa nova desde então, mas minha irmã, minha mãe e uma amiga me deram algumas roupas que elas não queriam mais e ganhei algumas várias novas de presente (principalmente da minha mãe, que SEMPRE me dá presentes). Está na hora de fazer uma limpa de novo. E acho que essa época de fim de ano é uma ótima oportunidade de recomeçar.